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Responsável:
Aparecida de Fátima Begosso
(Assistente Social)
Hospital Regional de Assis
Fone: (18) 3302-6013
I PROJETO PEDAGÓGICO Formação/Manutenção
da Rede Integrada de Atendimento à Vítima de
Violência Sexual
Introdução
Segundo a Organização Mundial da Saúde violência é definida
como o uso intencional da força física ou do poder, real ou em
ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa ou contra um grupo
ou uma comunidade, que resulte ou tenha a possibilidade de resultar em lesão,
morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação.
Tanto no estudo pioneiro de Heise et al.1, que reuniu dados de 35 estudos em
24 países, como no World Report on Violence and Health 2, está comprovada
estatisticamente a alta incidência de violência de homens contra
mulheres, sendo a forma mais endêmica a violência sexual e física
de companheiros íntimos contra suas mulheres, o que conforma um importante
problema de saúde pública. Em 48 pesquisas de base populacional,
10-69% das mulheres entrevistadas apontaram terem sido alguma vez alvo de agressão
física de seus parceiros; a violência física é freqüentemente
acompanhada da violência psicológica e, em um terço a 50%
dos casos, pela violência sexual.
O Brasil tornou-se conhecido pelos trabalhos desenvolvidos em âmbito
sobre propostas para eliminação da violência contra a mulher
e a promoção da equidade de gênero. A partir de 1980 conquistas
como a criação das Delegacias de Defesa da Mulher, as Casas Abrigo,
bem como, os Conselhos de Direito da Mulher e organizações não-governamentais
têm sido uma realidade em muitos estados. Esses órgãos
vêm na medida do possível realizando atendimentos especializados
tanto às mulheres quanto aos agressores3.
Para que o combate à violência torna-se necessário que
ações integradas possam se constituir e assim, auxiliar no seu
enfretamento. Uma dessas ações é a criação
de rede de serviços públicos, em parcerias, para que possa articular
de maneira mais eficaz o atendimento, o apoio, a detecção, o
encaminhamento e a prevenção dessa dura realidade.
A rede de atendimento à vítima de violência possui um maior
potencial para favorecer intervenções mais abrangentes, realizar
campanhas educativas e de sensibilização, fomentar o envolvimento
entre as pessoas e os profissionais envolvidos (saúde, segurança,
assistência social, educação e outros), estimular a formação
de lideranças governamentais ou não, gerar movimento de opinião
pública, inclusive, intervir na agenda política local, estadual
e nacional conforme sua capacidade de organização e implantação
em si.
Sabemos que as pessoas podem sofrer violência. Dentre os vários
tipos de violência, a sexual é uma delas e representa um sério
problema de saúde pública, que implica em grande impacto físico
e emocional para aqueles que a ela são expostos. Estudos mostram que
crianças e adolescentes sexualmente abusados desenvolvem transtornos
de ansiedade, sintomas depressivos e agressivos,4,5 apresentam problemas quanto
ao seu papel e funcionamento sexual7 e dificuldades sérias em relacionamentos
interpessoais.6 Evidências ainda apontam para a existência da associação
entre abuso sexual na infância e adolescência e ocorrência
de depressão na idade adulta.7,8
As estimativas de prevalência e incidência da violência sexual
contra crianças e adolescentes e o quão freqüentemente estão
presentes em seus cotidianos são fundamentais para o desenvolvimento
de políticas de prevenção e de abordagem desse fenômeno
tão complexo.
As mulheres também são as grandes vítimas violência
sexual. A violência sexual pode levar diretamente à gravidez indesejada
ou a doenças sexualmente transmissíveis, gerando ainda mais um
impacto desfavorável no estado psicológico da mulher.
A garantia de atendimento nos serviços de saúde a mulheres, crianças
e adolescentes que sofreram ou sofrem violência sexual representa uma
das medidas a serem adotadas com vistas à redução dos
agravos decorrentes deste tipo de violência.
O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Atenção à Saúde/Área
Técnica de Saúde da Mulher, vem incentivando os serviços
de saúde a capacitar seus profissionais à diagnosticar os casos
de violência, além disso, tem valorizado o estabelecimento de
parcerias com diferentes setores sociais, comunitários e mesmo do governo.
Essas ações têm por objetivo principal, garantir uma assistência
adequada e acolhedora à vítima.
Movido por essa realidade, o Hospital Regional de Assis em parceria com a Secretaria
de Segurança Pública, Instituto Médico legal, DIR-VII
criaram o Programa Pétala – Atendimento à Vítima
de Violência Sexual. O referido programa tem por objetivo construir uma
rede integrada de serviço voltado ao fortalecimento do enfretamento
da violência sexual, de maneira, que a vítima seja acolhida e
atendida com integralidade.
Conheça um pouco da história do
Programa Pétala
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